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Luciane 15/05/2018

“À menina que estreou a mãe em mim” Éramos duas sendo uma em muitos sentidos. Carne da minha carne, fruto do meu amor. Ela me expandia e eu a protegia. Ela me dava a “mão” e eu todos os seus contornos. Ela me dava uma eternidade de emoções e eu lhe dava um amor infinito, incondicional, ímpar, sem possibilidade de medição. E depois de solene silêncio, ouço aquele chorinho esperado por nove meses. A partir dali, tudo mudou: eu era mãe. Minha ela foi só enquanto no ventre. Quando um filho nasce começamos a nos despedir dele no mesmo instante. Somos então seus abrigos, condutores, facilitadores, provedores, e apesar de termos a ilusão de que a dependência dele é para sempre, ele cresce inevitavelmente em direção a independência, assim sendo, começa a ir embora no dia que nasce. Mas enquanto esse dia não chega, fomos juntas crescendo. Ela me alargava o coração e eu lhe ensinava a caminhar sozinha. Ela me apontava o novo e eu lhe ensinava lições aprendidas no passado. Ela me falava de fadas e princesas e eu lhe falava de família. Ela me traduzia e eu a decifrava. Crescidas, entra em cena as frases que toda mãe diz : “Leva a sombrinha vai chover!” “Me respeita sou sua mãe!” “Eu te avise!” “Ah, se eu for aí e achar!” “Não esquece o casaco que vai esfriar!” “Em casa a gente conversa!” “Quando chegar me liga!” “Cuidado!” “Juízo!” “Quantas vezes eu já falei?” “Vou contar até dez!” e infinitos: “Eu te amo!” e “Deus te acompanhe!”. Agora, somos amigas. Mãe e filha. Ao longo desses anos rimos, choramos, brigamos, resolvemos impasses, estreitamos laços, contamos uma com a outra sempre. Às vezes eu quem a socorro outras ela quem me ampara. Não foram poucas ás vezes em que os papéis se inverteram e ela foi minha mãe. Às vezes me pergunto se dei tanto quanto recebi. E hoje, lá vai ela, apaixonada e confiante, ensaiando vôos, escolhendo caminhos, encerrando ciclos. E eu feliz penso: Missão cumprida! “Querido futuro genro, aqui sou eu, sua futura sogra!” Encontrar felicidade no rosto da minha filha e saber que você é o responsável, enche meu coração de alegria! Então ser sua sogra é uma benção e uma honra para mim. Devo alertá-lo de que será amado, respeitado e cuidado como filho, genuinamente, acostume-se. Muito breve estará recebendo minha filha, e prometo respeitar o espaço de vocês (em outras palavras, não meter minha colher, rs..). Isso significa que sempre que ela me procurar para compartilhar tristezas, dúvidas e angústias, me limitarei a lembrá-la, que ela deve agir com amor, sabedoria, bondade e autocontrole! Talvez, em alguns momentos ela não reaja assim (talvez vários momentos, rs..), e se esqueça das virtudes acima. Perdoe-a! Acolha-a! Isso reforçará a união de vocês, e ela perceberá que pode contar com você sempre. Por fim, minha filha, meu futuro filho, que sejam muito felizes é o meu maior desejo, e que Deus esteja sempre presente na vida de vocês. Bjos nos vossos corações.